Como engajar os colaboradores para uma causa tão necessária para os negócios de qualquer companhia, e principalmente, para uma causa nobre como a sustentabilidade?
Como fazer com que os funcionários sintam-se donos da organização?
Como conscientizar, mobilizar, e engajar o público interno para a Sustentabilidade?
Vamos, então, ao case BASF, gigante da indústria química.

Nesta organização, a sustentabilidade faz parte de sua cultura, é analisada a partir do enfoque dos negócios da empresa. A Basf tem uma grande e estruturada governança corporativa de sustentabilidade. A companhia conta com um Comitê Central de Sustentabilidade, composto por nove presidentes de filiais e um membro do conselho de administração. Em nível regional, os comitês ficam responsáveis pela implementação de ações sustentáveis.
Para a América Latina, eles tem um comitê regional de sustentabilidade desde 2007, no qual a área de Responsabilidade Social Corporativa é subordinada.
Para entendermos melhor:
O comitê lidera o plano de sustentabilidade da companhia, enquanto a área de RSC planeja, propõe, informa, guia e estimula a adoção dos critérios de sustentabilidade.
Planejar, propor, informar, guiar, estimular... isso tem bastante a ver com comunicação interna, não? Pois é, desde 2007, quando o comitê para América Latina foi implantado, a Basf estimula o desenvolvimento da competência individual de seus colaboradores para a sustentabilidade. Foi implantada uma Matriz de Sustentabilidade, metodologia que avalia a inserção do conceito nos processos e estratégias dos diversos negócios da empresa. Foram mapeadas 346 iniciativas sustentáveis em andamento na região.
Em 2008, a Basf investiu na capacitação de diversos profissionais para atuarem como líderes sustentáveis. Esses funcionários foram apenas capacitados e sensibilizados pelo tema, e teriam que ser líderes de seus departamentos, implantando projetos sustentáveis, a liderança poderia ser formal ou informal.
Este processo de capacitação e a adoção de projetos de sustentabilidade por todos os departamentos da companhia foi tão bem sucedido que já em 2009 a capacitação passou a integrar o processo natural de formação de lideranças na empresa. Dessa forma, a Basf consolidou a ideia de que sustentabilidade não é um departamento, e sim deve permear todas as áreas da organização.
A Basf conseguiu a evolução mais importante para um plano de sustentabilidade bem sucedido: conscientizar os funcionários de sua competência individual e do processo contínuo a favor de uma empresa mais sustentável, o que acarreta, consequentemente, em um mundo melhor.
Quanto ao departamento de RH da empresa, eles têm uma política na qual todos os funcionários, independente de sua função, ao entrarem na companhia, devem exibir um conjunto de 12 competências, entre elas o pensamento estratégico, capacidade de comunicação, gestão de conflitos, entre outros. A tendência agora, é de que a sustentabilidade torne-se a 13ª competência.
Bom, a Basf é uma companhia com um case de sucesso com relação à sustentabilidade. O programa de capacitação de líderes sustentáveis só se tornou possível devido a estrutura peculiar da organização para tratar do tema. Ao desenvolver multiplicadores dentro da própria organização, a empresa atingiu uma internalização e perenidade do conceito.
Este é um exemplo de informar, conscientizar, sensibilizar e engajar para um tema que hoje é para um bem comum, a sustentabilidade.
